terça-feira, 21 de julho de 2009

Por vezes....



Alegre e sorridente, uma piada sempre pronta! Nem sempre é o que parece. A vida, essa, ocupa o destino e o atribulado pensamento perturbado. À melodia soul dos 80's a caminhada diária da vida frenética. Oh quão frenética és, se o não fosses... Mas, por ti corro toda a hora e sem nunca uma recompensa ou és tu? Dás-me o conhecimento de nada saber, és invejosa mas, quem és tu afinal? Por vezes na caminha por entre multidões, gente negra, branca, mestiça, de todas as cores. Por entre esta gente, por entre esta gente vivo acompanhado da solidão da tua omnipresença. Porque és injusta? Não posso eu deixar-te por momentos? Sufocas me a alma com cenários fúteis e preenches-me de nada! Quem és tu? Comandas-me? Será que me podes fazer o favor de pelo menos me fazeres sentir bem? Não posso ser sempre eu a sorrir e a fazer sorrir, também mereço sorrir! Deixa-me, larga-me pois, não sei quem sou! Mas se não sei quem sou então, então a culpa é minha. Desculpa, mas não quero sentir solidão! Afinal ainda sou criança! Ser feliz?!

Cartas ao Pai Natal, bonecas de pano, carrinhos, comboios, garagens, até Barbie...! Tão pouca coisa de tão pouco valor e importância nos fez feliz... E agora? Será a falta da carta ao Pai Natal?! Diz-me! Quem és?! Sou eu?! Não me respondas, já percebi a tua ingratidão! Mas agora cala-te, não te quero ouvir mais o silêncio pois, se somos então eu fico com a tua parte! A injustiça é mutua! O som do teu silêncio perturbador terminará aquando do meu! E quando eu morrer? Ficarás sozinha e não ousará alguém de evitar que estejas suspensa... Como é bom sonhar!

Um comentário:

Adão disse...

Bom regresso! Finalmente