quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Um dia um quebra-cabeças


Estava só, acompanhado de mim mesmo e do meu pensamento e surgiu me a questão "Irei ver-te outra vez?", pensava nisto saciando a resposta enquanto no ar se sentia morrer o sistema natalício de sempre. O meu corpo estava irrequieto e sem se mover senti uma vibração, eras tu, não sabia se desejava ler-te ou ouvir-te, não sabia sequer se queria alguma informação tua mas corajosamente pegue-lhe e vi-te.
Fiquei sobre estado de choque com vontade de fugir para onde me encontrasses facilmente mas por mais força que fizesse o meu cérebro não dava o comando de movimento e fiquei imóvel, o meu corpo quase morria ali estendido dentro da penumbra que de mim é o meu espaço. Certamentamente a mão poderosa caiu sobre mim, abrandou meus olhos, afagou meu coração e vi-me perante a luz, era feita de pretos, castanhos, amarelos, laranjas, vermelhos,violetas, roxos, azuis, verdes. Afinal era branca como a folha que te escrevo. Da luz que de meu manto se fez, fiz ternura de onde gerou que hoje caísse a magoa que em mim pousas-te e agora morres-me nos braços, o teu sangue escorre cristalino sobre os meus cotovelos e eu estou a sorrir para ti, a sorrir para ti...

Fotografia e texto de Ayshynek

Um comentário:

Adão disse...

Quando esperamos alguém, que nunca vai aparecer, que temos a certeza que está ausente… ganhamos cenários e esperanças… ridículas, tacanhas, que fazem povoar os nossos sentimentos mais deprimentes, consentidos e inseguros.
A mágoa que nos pousa e morre… vive da luz e da sombra!

Continua “puto”! Vais longe!
Um abraço