domingo, 6 de janeiro de 2008

Pensamentos ocupados

Fotografia de Ayshynek


Hoje paro para pensar no dia que virá de ontem e sinto o meu corpo leve, ele está calmo, sereno de um dia que passou agitado. Aqui sentado penso que há dias senti meu corpo a entrar-lhe suavemente e não chorou, nem uma lágrima lhe saiu do corpo liso e suave. Mergulhei nos seus seios percorri os seus membros e marquei a minha presença no seu corpo, tudo isso foi em vão. No final lavei-lhe as peles e dei-lhe liberdade de ir onde mais deseja-se, nunca mais vi seu corpo. Penso que terá morrido e se encontra num banco de jardim ou na valeta de uma estrada ou no meio de um pinhal, penso que se terá perdido num pinhal onde usaram o seu corpo sem meu consentimento ou que se encontre no meio da cidade com o corpo rasgado do uso e do abuso. Não importa, não verei mais o seu rosto fino e delgado, de pele clara e olhos negros fulminantes de rancor mas lembro o seus cabelos escorrerem me nas costas e mais nada existe agora. Mais um corpo ou outro se deita nos meus lençóis mas não é aquele corpo...
Morreste de mim mas vives em mim, corpo, corpo amado que jamais te esqueci.
Texto de Ayshynek

3 comentários:

© Piedade Araújo Sol disse...

Um texto um pouco denso, mas, bem escrito. Gostei de ler, gosto deste genero de escrita, tens uma particularidade que tambem gosto. Escreves na primeira pessoa do singular.
Continua...

fica um beijo levado por um qualquer vento...

Pi

Adão disse...

Sinto um vazio e uma espera neste texto... realmente... mto denso!

Ogi disse...

E como prometido aqui estou eu!
Para começar: 'senti meu corpo a entrar-lhe suavemente e não chorou'? Dass! XD
Eu penso que sei qdo é que este texto foi escrito, pode até nem ser... Mas algo que me diz, que este vazio que uma pessoa lê e sente, se advem ao facto de alguém por ti amado, te deixou digamos, um sabor amargo, com atitudes feitas e se calhar, pouco reflectidas!

De qualquer maneira, fico à espera da 'explicação' ^^,

Abraço*