terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Olhares Rasgados


Fotografia de ayshynek

Encontramo-nos casualmente, caminhamos na mesma direcção e paramos no mesmo local. És tu e eu não tenho duvidas disso! Olho o relógio e tu olhas em mim, paras e na ânsia da resposta surjes com uma pergunta em língua estranha à qual me vejo duvidoso em responder e esperas em mim receber resposta sorridente. Enquanto esperas, olhas-me de olhar rasgado, cara perdida e corpo tremulo do frio, eu de alma quente desejo responder-te mas vejo minha mente fraquejar. Após alguns instantes de troca de olhares eu respondo-te:
-"É aqui!"
-"Vens comigo? Leva-me lá..."
Não sabia se aceitar ou não, mas teu corpo desenhado e bem vestido por trapos coloridos impôs me um sim ao teu pedido, e fui... Ofereci-te um gelado preferiste uma cerveja, convidei-te a um chá desejas-te um snack. Tudo no teu corpo e na tua postura parecia não corresponder à realidade criada por cânones das boas maneiras. Mas isso agradava-me em ti, o mistério, a ilusão e a gula por mais! Passeamos sobre ruas nunca antes caminhadas desta forma, apertamos a mão e afrontamos o mundo, caímos sobre a ira do irracional. Vimos o sol passar pela lua e a noite a cair clara, nesse momento chegou o fim. Voltas-te as costas e vi pela primeira vez o teu longo cabelo negro, tão liso como a água que corre. Fiquei deslumbrado acariciando este momento até que percebi que não mais te ia ver. Tu estavas de partida, não voltarias mais! O teu voo levar-te-ia até ao outro lado do mundo onde se encontram todos os teus queridos. Talvez um dia voltes e eu ainda lembre a tua cara, talvez um dia voltes e ainda lembres meu rosto, talvez nunca voltes e sejamos felizes para sempre!

A ti minha querida _________.


Texto de Ayshynek

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Actor et reus idem esse nonn possunt

Pois é, às vezes espero, outras desespero mas a vida não para e eu tenho que a acompanhar. Hoje cansado de mil e uma vozes, solitário numa extensão imensa de pessoas, desenhava traços gesticulados de almas perdidas no tempo que é só meu. Enquanto isso, olhava em meu torno à procura da face divina, tentei juntar todas as caras que consegui decorar na minha mente. Para isso esforcei me para focar os olhares, os narizes, as orelhas, a boca, os lábios, as barbas, os pelos e os cabelos, tempo perdido! Encontrei sim um meandro de traços na minha mente que me não diziam nada. -------- Fotografia de Ayshynek --------
Decidi pensar em mim e encontrei-me. Estava só no meio de muita gente como se de um círculo de ciências ocultas se trata-se, à minha volta pessoas diziam palavras estranhas em coro, eu não percebia o que eles diziam. Uma voz suou e eu compreendi-a, não sei de onde vinha, mas acusava-me das coisas certas que eu fazia, julgou-me pelo amor ao próximo e todos os seus derivados. Tentei resistir àquelas palavras malditas que atordoavam meu pensar e consegui largar-me das pesadas correntes verbais que me prendiam, e, acusei! Acusei pela minha vingança, pela minha ira, raiva, ódio, inveja e gula, no fim de toda esta expulsão interior, a alma faleceu do meu corpo e ele caiu como placa de vidro estilhaçada no chão.
Entretanto, o meu consciente acordou e vi que afinal era somente eu nas minhas viagens ao interior de um imaginário flexível e indolor. Não mais pensei nisso e continuei olhando pela janela para observar como é bonito olhar o ruído de um motor.




Texto de Ayshynek

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Linguagem Humana - 002

Fotografia de goht



- Estou? Sim? Olha podes explicar-me toda esta situação? Já passou um mês e não tive um contacto teu que fosse! Podes explicar-me o porquê de manteres o telemóvel desligado?

-Desculpa... Eu amo-te!

A chamada caiu, fora a primeira vez que Sofia tinha conseguido contactar com Rui após a criança ter nascido. Sofia ficou desesperada com o telemóvel na mão, não sabia se havia de sentir raiva ou ódio ou um outro qualquer sentimento e como acto de loucura lançou o telemóvel pela janela que por sorte ou azar fora cair certeiramente na cabeça do jardineiro que espontaneamente lançou uns palavrões. Abraçou o pequeno Diogo que ainda não conhecera os braços do pai e as lágrimas escorreram-lhe sobre o rosto. Depois pousou Diogo e num acto inconsciente de revolta soltou um grito desesperado. Entretanto, a porta do quarto abre-se:

-Então menina? Que se passa? Dói-lhe algo? Quer um cházinho? Olhe que eu sei uns muito bons que a minha bisavó fazia, são bons para tudo!

-Não Alberta... Liguei-lhe e atendeu-m...

-Quem quem, o menino? Está no hospital? Aconteceu-lhe algo? Eu tenho um primo que é muito bom médico se precisar! - interrompeu Alberta.

-Não sei Alberta, não sei... Senta-te aqui e eu conto-te! - disse Sofia com um ar enternecido.

Sofia contara calmamente tudo à sua confidente que, chocada, acariciou-a com palavras ternas de conforto. Sofia, durante a semana seguinte, quase não se alimentara, tinha a mente perturbada pelo seu passado presente. Diogo, durante o dia, ficara ao encargo da governanta visto que a menina não tinha capacidade psicológica para tomar conta do pequeno filho.
Certa noite, quando já toda a gente dormia, e Sofia, tal como todas as noites desde que Rui 'desaparecera' não conseguia dormir, desceu para beber água. Na cozinha enquanto bebia sentiu a presença de alguém, ouviu barulhos estranhos como se estivessem a bater brutalmente num individuo. Tremendo como varas verdes correra silenciosamente para o quarto e subindo as escadas deixara cair o copo que se estilhaçou no chão. Nesse mesmo momento o barulho parou, Sofia continuou a sua caminhada rápida para o quarto e fechou-se nele com o bebé, verificou se ele dormia e aconchegou-o nos braços.

Desde aquela noite que Sofia nunca mais fora a mesma. O seu corpo agora era magro e frágil, os seus cabelos loiros e brilhantes estavam espigados e emaranhados, os seus olhos esbugalhados e negros de olheiras e o rosto cadavérico, mas o cansaço fizera-a dormir. Durante duas noites dormira profundamente e esta seria a terceira caso não acordasse sobressaltada com o barulho da fechadura do quarto. Abruptamente levantou-se e olhou em seu torno e seu corpo imobilizara. Diogo não estava no berço onde ela o teria deixado, as lágrimas correram e em fracções de segundos levantou-se e encontrou a casa deserta. Desesperadamente procurou por toda a casa, em todos os quartos, salinhas e salões, Diogo não estava nem se ouvira nenhum som que indicasse a sua presença. Sofia enlouqueceu e saiu para os jardins da casa.

No dia seguinte, quando o sol raiou, os funcionários da casa tomaram o pequeno almoço calmamente. Como sempre o jardineiro e a menina eram os últimos a acordar e nesse dia o jardineiro dormiu mais duas horas que o costume, mas ninguém se preocupou, era o preguiçoso de sempre com a desculpa que tinha um trabalho pesado. Já toda a gente trabalhava quando desceu e tomou o pequeno almoço. Alberta preparava o lanche matinal da menina quando Manuel, o jardineiro da casa, se preparava para ir trabalhar. Sorridentemente, Rui, entrou pela cozinha muito bem vestido deixando Manuel e Alberta hirtos de espanto, trazia consigo um ramo com dezanove rosas vermelhas ornamentadas em verdes dos ramos de flores comuns e perguntou:

-Onde está a Sofia? E o meu pequenino? Quero vê-los!

-Estão no quarto menino, o Dioguinho dorme muito e está gordinho vai gostar de vê-lo e a menina não está muito bem e tem andado a dormir mais. Então e o menino está bem? Que lhe aconteceu? - falou curiosamente Alberta.

-Vou vê-los! - disse inopinadamente Rui.


Texto de ayshynek

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Linguagem Humana - 001


Fotografia de ayshynek


Vindos de famílias espanholas Rui e Sofia chegaram a Portugal. De Marbella, cidade natal de ambos, trouxeram as malas, recordações e o nó do casamento que recentemente acontecera. Viviam felizes e ainda naquele momento do 'mar de rosas'. Rui tinha apenas vinte e quatro anos e já estava formado em História de Arte e Sofia mais nova um pouco com quase dezanove primaveras, que as completaria no dia quinze do próximo mês, era autodidacta na literatura.


Alentejo foi zona escolhida para morar, queriam um sitio calmo com montes, planícies, natureza e gente pacata e nada melhor que a pasmaceira alentejana. Como vinham de famílias ricas compraram uma quinta com cerca de quinze hectares muito perto de uma vila com cerca de cinquenta habitantes. Desde os grandes portões até chegar à casa percorria-se quase um quilometro de caminho estreito tapado com vinhas e outras plantas ornamentais, à entrada da casa duas enormes escadarias, muitas janelas tapadas e gastas pelo tempo e a casa que outrora fora caiada agora era cinza. À volta havia jardins e espelhos de água, caminhos e floreiras, campos e vinhas, arrebiques! Sabiam, por ouvir dizer, que aquela casa pertencera a uns senhores conhecidos por todos pelos Doutores, um casal com cerca de quarenta anos que vivia fechado na casa e que muito pouco se sabia sobre eles, falavam as más línguas das beatas da igreja que a Doutora tinha o ventre seco e que o sangue lhe corria podre nos períodos de menstruação, dados que nunca foram confirmados.

Passava já um mês que o jovem casal ali morava, já tinham caiado a casa, arranjado as janelas e decorado o interior bem ao gosto espanhol. Contrataram trolhas, jardineiros, carpinteiros e todos os demais necessários. A casa parecia um sonho mas havia algo que perturbava Sofia, talvez a gravides recente ou algo que lhe parecia estranho naquela casa. Ela não sabia dizer se era a adaptação à nova morada, se a saudade dos familiares, se a vida de casada, se um infinito de coisas mas aquela porta que se encontrava no rés do chão e quem ninguém conseguia abrir fazia-lhe borbulhar as entranhas. Rui nunca se pronunciara sobre isso, para ele era só uma salinha vazia que tinha uma porta velha e dura de abrir. Sofia, durante a noite, dizia ouvir gemidos e movimentos mas Rui tranquilizava-a dizendo que era Diogo, o filho que iria nascer que já estava a gesticular palavras na barriga da mãe.

Já estava quase no final de tempo e a pequena criança já dava sinais de querer saltar cá para fora e abrir os olhos ao mundo. O casal para ajudar nas lidas da casa contratara casualmente Alberta e as suas duas filhas. Alberta era uma mulher pobre que à uns anos lhe tinha morrido o marido na gravides da sua segunda filha, já tinha trabalhado para os Doutores mas os senhores foram se e até virem, novamente, para esta casa viviam do campo e do trabalho na lavoura. Sofia e a governanta Alberta criaram grande empatia mas sempre que, em conversa de amigas, a jovem lhe fazia perguntas sobre os anteriores donos da casa Alberta optava pelo silencio encolhendo os ombros.

Esgotou-se o tempo e Rui não estava, tinha ido a uma qualquer exposição em Lisboa sobre a época Barroca. Sofia não podia conduzir naquele estado e também nenhuma das analfabetas que ali trabalhava sabia como o fazer. Alberta fora parteira umas vezes naqueles casos como este de aflição e pouco remédio. Com a ajuda das filhas, muitos vapores, panos de água quente e muitos gritos que faziam desviar a rota do gado, nasceu Diogo. Nesse dia Rui não voltou de Lisboa mas fez-se festa, houve peru e leitão assado, batatas e arroz, pudins e bolos, Alberta caprichou e para alegrar a menina, como ela lhe chamava, convidou quase toda a gente da Vila para comemorar o acontecimento. Somente apareceram um casal de meia idade e três idosas com um ar sujo vestidas de negro. Bebeu-se e cantou-se, os empregados da casa foram quem mais festejou o nascimento da criança. As frases mais ouvidas eram:

-"Um brinde ao Diogo!"- dizia alguém.
-"Viva!"- diziam todos.



domingo, 6 de janeiro de 2008

Pensamentos ocupados

Fotografia de Ayshynek


Hoje paro para pensar no dia que virá de ontem e sinto o meu corpo leve, ele está calmo, sereno de um dia que passou agitado. Aqui sentado penso que há dias senti meu corpo a entrar-lhe suavemente e não chorou, nem uma lágrima lhe saiu do corpo liso e suave. Mergulhei nos seus seios percorri os seus membros e marquei a minha presença no seu corpo, tudo isso foi em vão. No final lavei-lhe as peles e dei-lhe liberdade de ir onde mais deseja-se, nunca mais vi seu corpo. Penso que terá morrido e se encontra num banco de jardim ou na valeta de uma estrada ou no meio de um pinhal, penso que se terá perdido num pinhal onde usaram o seu corpo sem meu consentimento ou que se encontre no meio da cidade com o corpo rasgado do uso e do abuso. Não importa, não verei mais o seu rosto fino e delgado, de pele clara e olhos negros fulminantes de rancor mas lembro o seus cabelos escorrerem me nas costas e mais nada existe agora. Mais um corpo ou outro se deita nos meus lençóis mas não é aquele corpo...
Morreste de mim mas vives em mim, corpo, corpo amado que jamais te esqueci.
Texto de Ayshynek

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Um dia um quebra-cabeças


Estava só, acompanhado de mim mesmo e do meu pensamento e surgiu me a questão "Irei ver-te outra vez?", pensava nisto saciando a resposta enquanto no ar se sentia morrer o sistema natalício de sempre. O meu corpo estava irrequieto e sem se mover senti uma vibração, eras tu, não sabia se desejava ler-te ou ouvir-te, não sabia sequer se queria alguma informação tua mas corajosamente pegue-lhe e vi-te.
Fiquei sobre estado de choque com vontade de fugir para onde me encontrasses facilmente mas por mais força que fizesse o meu cérebro não dava o comando de movimento e fiquei imóvel, o meu corpo quase morria ali estendido dentro da penumbra que de mim é o meu espaço. Certamentamente a mão poderosa caiu sobre mim, abrandou meus olhos, afagou meu coração e vi-me perante a luz, era feita de pretos, castanhos, amarelos, laranjas, vermelhos,violetas, roxos, azuis, verdes. Afinal era branca como a folha que te escrevo. Da luz que de meu manto se fez, fiz ternura de onde gerou que hoje caísse a magoa que em mim pousas-te e agora morres-me nos braços, o teu sangue escorre cristalino sobre os meus cotovelos e eu estou a sorrir para ti, a sorrir para ti...

Fotografia e texto de Ayshynek

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Bem Vindo ao Ano Castanho de 2008

Já cá faltava eu, após muitos anos de internet decidi criar um blog (espero ter sido boa ideia), não é que seja escritor ou saiba o bem escrever mas escrevo. Como estamos no inicio do ano à que relembrar o ano que passou, um ano dificil e pouco harmonioso mas nem todos podem ser bons.
Ora bem, o ano que passou foi engraçado e controverso, inicio-se com o normal jantar em casa de amigos quase familiares quem com à alguns anos comemoro algumas épocas festivas. Após um jantar de bacalhau com todos e polvo com batatas assim terminou o ano de 2006 e como é comum com champanhe entrei no ano de 2007. Segue-se a habitual ida para a noite com alguns amigos e conhecidos que vou referir, primeiramente com Maria Luis e dependentes, Ricardo Santos, João, Diana E. entre outros, posteriormente também Daniela Brandão, Cátia Costa e Angelo Pereira. A noite foi engraçada, bebeu-se q.b. com a ajuda da menina Diana, dançou-se alguma coisa e terminou na cama por volta das 6h da manhã e esta foi a primeira noite de 2007.
Vou agora agradecer a algumas pessoa que participaram continuamente ou parcialmente comigo em 2007.

Justin, daquelas pessoas que posso considerar meu irmão, sempre disponivel, sempre com um abraço amigo, sempre com uma palavra meiga, sempre com um sorriso, sempre com um pensamento, sempre pronto a ajudar os outros... A ti, um simples obrigado serve pois sabes todas as restantes coisas que te vou mostrando ao longo dos tempos...

Maria L, com um ano contraditório ao de 2006 mas de qualquer forma ainda marcou presença no meu ano de 2007 e mesmo quase no final deste se mostrou amiga e disponivel para ouvir alguns dos mais arrancados desabafos, obrigado a ti também.

Cátia C, um ano estranho, inicialmente desligados mas a necessidade até acaba por ligar as pessoas, alguns desabafos, muitos desacordos mas até nos démos bem, aplicados numa unica finalidade que acabou por resultar.

Daniela B, alguém que me acompanha à alguns anos, não é verdade? Algumas peripécias, muitas canções, muitas conversa e muita ligação. Um obrigado pelo fins de semana vibrantes ao som de "Caminhando por la vida"

Mário R, um outro das festas, desde coçigas ao telefone a porradinha q.b. e até o "Avé Maria" na escuridão dos 1500mts2 de diversão, algumas conversas, trocas de opiniões e até gozar com os que se julgam mais velhos e com mais autoridade... Uma boa arca de segredos a descobrir... Um Abraço meu irmão

Vitor S, um companheiro de guerra, sem dúvida, ora café ora trabalho sempre a rir,
-"cala-te caralho, estás me a destrair" dizia eu
-"Vamos todos no barco fodilhão no barco fodilhão", cantavas tu de guitarra na mão
bons tempos, tenho algumas saudades da cabine de som e do trakinas de guitarra na mão a moer- me o juizo... Bons tempos...

Catia H, bem a minha doente diaria que todos os dias tem uma dor nova desde mais frequente dor de barriga ao dedo partida ao pé deslocado á rotura de ligamente ao joelho torto à dor de dentes e a mais recente dor de garganta... Tenho saudades dos tempos de escola e da minha companheira de carteira, e da tão usada pergunta "Que te doi hoje?", espero ver-te brevemente...

Ivan, o meu rico primote, pouco tempo mas deu pra muito, muitas conversas, muitos risos, muita cusquice e também muitos desabafos... Os amores fazem destas coisas, conversas de café!
Obrigado por me aturares...

Carlos Cast, um sr. africano com um gosto musical transcendente, incrivel que duas pessoas tenham uma forma de pensar tão parecida e um gosto musical identico e com histórias de vida relativamente parecidas... É bom saber partilhar... Boa sorte lá prós Africa

Li Trindade, oh rica companheira de secretária, oh ricas conversas que lá vão, foi muito bom, muitos bons momentos, muitos risos, muita conversa, muitos desabafos e tanto corta e cose... Tardes inteiras de conversas que não cessavam mais, temas diferentes, opinião abrangentes, soluções e até previsões e apostas... Por falar nisso, perdemos! Se tudo correr bem reniciaremos este percurso já caminhado! Boa sorte

Faty, menina dos meus olhos, menina de ouro e da minha tijela de mousse de chocolate, foi tão bom trabalhar contigo, sempre sempre sempre nos démos bem, desde o inicio até ao fim sempre chegados a conversar, ora ajudavas-me tu ora ajudava-te eu... Mas a tua mousse.... Um abraço bem apertado para uma senhora menina que merece todo o meu respeito!

Bruno P, apareceste ainda no verão, fomos conversando, fomos vendos ideologias e tudo o resto e descrobri que és uma pessoa fantástica, não só por colidirmos em muitos aspectos mas também por aquela frase que ouvi alguém dizer "dá vontade e pegar e cuidar" um muito obrigado pelos momentos passados...

Marta C, uma miuda fascinante, nunca pensei, conhece-me desde a minha nascença tivemos uma infância juntos mas como é comum a pré adolescência afastou-nos até ao ano que passou e de uma miudinha timida e brincalhona saiu uma mulher esperta cheia de garra e com um coração de ouro. Muito obrigado pelo esforço, disponibilidade, preocupação e também pelas conversas, risos, boleias, cafés, criticas, fotos e muito mais.

A todos os restantes como, Ana, Mãezinha de Portugal, Ricardo, Pedro, Sofia, José, Amália, Paula, Cidália, Manuel, Cintia, Tiago, Bruno, Maria F, Laura e todos os outros que não referi não estão esquecidos, estão cá como todos os outros e agradeco a presença de todos nos momentos de 2007 e que prossigam comigo também no de 2008 e seguintes. Um muito Obrigado a Todos!